quinta-feira, 4 de março de 2010


Ode a ambas


para que tu que sobrevives de mim, ao esquecer, lembre-se;

das incongruências milimétricas que regem seu corpo, só casca, epiderme, participante coadjuvante do teu eu, ame-as, com ardência e rejeição, tua imperfeição é teu martírio de
ser incomum,
do brilho no olhar azul, carregado de um oceano onde a maré leva teu barco ao mesmo porto
todo acabar de dia,
do exato instante em que seus cílios grandes se fundem transformando o agora em um devaneio
de nadezas e liberdade, o sonho de esquecer de existir,
da dor insistente pulsando no teu peito, da delícia e éter-na agonia de ser quem és,
flutue, flua, des-seja a cada dia enquanto ès.


3 nominais:

Salve Jorge disse...

Eu tento
E portanto
A tua tinta
Tenta
E tonto
De incongruências
Mergulho
Molho
Quase com indolência
Paciência
Não espero clemência
É melhor que a dormência
Dos olhos
Vouyers
Por tanto que és
En-seja
Dez-seja
És-terna

tiago disse...

"desseja"

o desejo de não ser.
o não ser do desejo.
o desejo de não ser desejo.
o não ser do desejo de não ser.

tiago disse...

é de respirar