da dor da partida futura o silêncio diante da inércia do corpo, paralítico, apático, estático de um sopro que alcançe o grão de areia submerso na imensidão do mar que vem e vai por este rosto que ontem abria os poros para a vida e hoje.. um desejo de esva - ir, tornando-se participante do ar, incolor e leve, para quê a breviedade do hoje se dilate para o amanhã, a estrutura formada por todo o passado e futuro segure firme no fio tênue que ainda a mantém.. o martírio passe, como passa a gaivota revolta na imensidão azul.
"so do what you must do
to fill that hole.."
2 nominais:
Talvez a dor faça-se, por enquanto, senhor. Mas que deixar o vazio transformado em espaço, de si.
Espaço
És
Passo
Traço
Desfeito embaraço
Nada de aço
Só pés
Tanto viés
Vão-se os anéis
E os dedos
Ficam os medos
As lembranças de quando ainda era cedo
Agora.. degredo
Lá fora
A demora já devora
A graça desse enredo
Para toda ferida
Dedo
Coisas da vida
Coisas sofridas
Dolorosamente coloridas
Mas nunca despidas...
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