domingo, 26 de abril de 2009



indo, esvaindo um pouco a cada madrugada chuvosa, úmida. quase sinto o espectro do frame quando meu corpo se une as gotículas correndo na janela, esquecendo de lembrar sem que isto intensifique o caos atrelado em minhas mais frágeis entranhas ou apague as imagens formando um filme frânces clichê presas no crânio. excrucitante, talvez, dilacerador, quem sabe, você não fazer parte disto. irei sem sentir seus braços em volta de mim com uma força tão abrupta que até esquece que aperta o vazio. 2, 1, 0, tudo que resta. todo o mais é dialético, altruísta, saudade. as últimas emoções verbais expressas pelo teu timbre será o tom das horas que irão seguir o rastro abstrato da caricatura efêmera do meu rosto, meu desconhecido optico: guarde.


um piscar de pálpebras; e o desconhecido será o lar. só nós dois, dois, nó-(s)so, só.
tudo além
está escrito
no silêncio..




"if you close the door just turn off the lights now
the world looks better into the dark
between the curtains somebody's watching."










ps. ler ao som de ultra orange and emmanuelle's - don't kiss me goodbye.




5 nominais:

Salve Jorge disse...

Nesse pingo
Indo
És
Então que vá
Pois mingo
A cada domingo
Chuva
Que como uma luva
Turva
Cá do sofá
Caso doa
Caos doará
E o que dista
Disto
Diz tá
Ou tô
Tanto faz
Já que paz
Jaz
No mesmo vazio
Do início
Do vício
Que ninguém quer guardar
Mas eu cato
Cá tô
E canto
Por qualquer canto
Já que todo o pranto
Deslizará
Pois
Depois
Desses dois
Só sois
O desvario de algo mais...

Thiago disse...

parece aquela maresia depois do choro e corpo e engenho que acaba sem sequer ter começado a chegar. mais uma vez, desconheço a música. faz uma lista e me deixa lá! hahahaha

Thiago disse...

e volta a atualizar o__o

Cenourette disse...

Quando chove, parece que as coisas latejam muito mais.


Beijos

Maria Fernanda disse...

bateu uma tristeza inexplicavelmente doce ao te ler.

Gostei. E volto. *: