a voz entrou correndo pela janela procurando seus ouvidos, penetrando antes do silêncio; entre o balanço da porta e o cheiro de chuva dançando na janela descortinada. os pés deram alguns poucos passos até as mãos encontrarem suas texturas, latentes na epiderme sem cor. o rosto refletido no espelho verde musgo enquanto a canoa vagava sem dono rumo ao desconhecido; um esboço no canto dos lábios, recusando se expor ao sol, escondendo-se da solidão.
5 dias atrás