terça-feira, 23 de dezembro de 2008



a voz entrou correndo pela janela procurando seus ouvidos, penetrando antes do silêncio; entre o balanço da porta e o cheiro de chuva dançando na janela descortinada. os pés deram alguns poucos passos até as mãos encontrarem suas texturas, latentes na epiderme sem cor. o rosto refletido no espelho verde musgo enquanto a canoa vagava sem dono rumo ao desconhecido; um esboço no canto dos lábios, recusando se expor ao sol, escondendo-se da solidão.






5 nominais:

Beatrice Jasmin Noire disse...

Se esboças um silêncio lírico
no canto dos lábios,
eu sorrio...

J.R. Lima disse...

acho que esconder-se da solidão é como fugir da escuridão, do sono, ou de seu próprio reflexo... Nunca dura muito.

lindo, o teu texto.

Um abraço!

Tatah Marley's Confissões disse...

o titulo do seu blog me deixou altamente triste por nao ter dado valor nas minhas aulas de Português!
¬¬
amei!
beijinhos!
;*

Rafael Velasquez disse...

estas solidões são meio acompanhadas ou é caso de hospício mesmo?

beijos gostosos =P

Thiago disse...

por vezes, a solidão assim é necessária.