a voz entrou correndo pela janela procurando seus ouvidos, penetrando antes do silêncio; entre o balanço da porta e o cheiro de chuva dançando na janela descortinada. os pés deram alguns poucos passos até as mãos encontrarem suas texturas, latentes na epiderme sem cor. o rosto refletido no espelho verde musgo enquanto a canoa vagava sem dono rumo ao desconhecido; um esboço no canto dos lábios, recusando se expor ao sol, escondendo-se da solidão.
5 dias atrás
5 nominais:
Se esboças um silêncio lírico
no canto dos lábios,
eu sorrio...
acho que esconder-se da solidão é como fugir da escuridão, do sono, ou de seu próprio reflexo... Nunca dura muito.
lindo, o teu texto.
Um abraço!
o titulo do seu blog me deixou altamente triste por nao ter dado valor nas minhas aulas de Português!
¬¬
amei!
beijinhos!
;*
estas solidões são meio acompanhadas ou é caso de hospício mesmo?
beijos gostosos =P
por vezes, a solidão assim é necessária.
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