segunda-feira, 10 de novembro de 2008


Dessas moças estranhas e encantadoras, de ar recuado e perfume doce; Vitória. Não era culta mas tinha essa cousa de ler romances em salas de espera de constultórios odontológicos. Chegava com a voz muda presa na garganta, uma dor no corpo; carregando o peso de existir. Na bolsa uma caneta de pena e uma lenço de papel, o que resultou em poema de espera:

Este contorno de pés
não é meu
A luz refletiu
qualquer coisa
que não sou
minha alma não é reflexo.


Levantou-se, abriu a porta e foi, exitando um espectro de segundo; um olhar para o antes, deixando nos estranhos a incompreensão de tanta leveza..

6 nominais:

Augusto S. disse...

caraca,... adoro a forma como você via embora do cenário e deixa a cena vazia de personagens, consigo ver mais coisas quando se acabam seus textos...

adoro te ler!

obrigado pelos elogios, "à poética" foi bem pensado antes de ser escrito. Fico feliz que tenha gostado!

: D

Salve Jorge disse...

Vitória
Vi
E ouvi
Certa história
Incerta
Talvez um alerta
Que o que aperta
Explode
Mas estando aberta
Um fresta
Escapa uma festa
Uma réstia
Que expressiva
Expansiva
Deixa na missiva
Uma queixa...

Rafael Velasquez disse...

e a operaçao?


estava na sala de espera do dentista ou do psicologo?

T disse...

Se quer saber, viajei.
Imaginei tudo. Parece que vivi.
É mágica, guria.

Micaela disse...

"carregando o peso de existir." Já falei q vou roubar suas frases, né? [fikAdik]

Micaela disse...

"carregando o peso de existir." Já falei q vou roubar suas frases, né? [fikAdik]